Uma ação movida pelo presidente americano Donald Trump desde 2021 contra o YouTube será resolvida fora de litígio pelo pagamento de uma indenização de US$ 24,5 milhões.
A plataforma concordou em indenizar Trump por ter retirado do ar seu canal após a invasão do Capitólio, em janeiro de 2021. Na época, a plataforma alegou que vídeos do canal violavam suas políticas contra conteúdo que poderia “incitar a violência”. O canal voltou ao ar em março de 2023.
O presidente repassará os US$ 22 milhões que receberia para uma organização sem fins lucrativos que deve construir um salão de festas na Casa Branca com custo total de US$ 200 milhões. A doação estava prevista nos documentos do processo judicial.
Outros US$ 2,5 milhões serão destinados à União Conservadora Americana e à autora Naomi Wolf, que também eram reclamantes no caso.
É a terceira grande empresa de tecnologia a ceder à pressão judicial do presidente. Em janeiro, a Meta (responsável por Instagram, Facebook e Threads) concordou em pagar US$ 25 milhões, na maior parte na forma de doação para a biblioteca presidencial de Trump. Em fevereiro, o X, que ainda era Twitter quando censurou Trump, pagou US$ 10 milhões.
A empresa Paramount, originalmente uma produtora de Hollywood, concordou em pagar US$ 16 milhões em julho para se retratar pela edição de uma entrevista com a rival de Trump nas eleições do ano passado, Kamala Harris. Trump considerou a edição desonesta e simpática à candidata.
Em maio, o CEO do Google, Sundar Pichai, e o cofundador da empresa, Sergey Brin, reuniram-se com Trump em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, para mediar a questão. Segundo o jornal The New York Times, Trump enrolou os executivos levando-os para acompanhar uma partida de golfe antes de retornar à mansão e de fato tratar do litígio.
