Ex-assessor reclama nas redes e diz temer busca e apreensão
A Polícia Federal indiciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, por violação de sigilo funcional por causa do vazamento de mensagens do grupo de WhatsApp da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, do Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo a PF, “constata-se a materialidade, pelo menos, do crime previsto no art.325, §2o, c/c art. 327, §2o, ambos do Código Penal”.
“Quanto à autoria, verificou-se de forma inequívoca a atuação de EDUARDO DE OLIVEIRA TAGLIAFERRO (CPF 164.212.188-65), razão por que promovo o indiciamento como incurso nas penas do art.325, §2o (Violação de Sigilo Funcional com Dano à Administração Pública), c/c art.327, §2o, ambos do Código Penal” (eDoc. 92).”
Além do indiciamento, etapa anterior à apresentação da denúncia pelo Ministério Público, Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de contas bancárias, pix e cartões de créditos do ex-assessor. A defesa chegou a peticionar acesso ao relatório de indiciamento e às provas usadas na investigação, mas o ministro do STF negou o pedido.
Em vídeo divulgado no X, Tagliaferro afirma que há ações contra ele, incluindo possível pedido de prisão. “Pessoal, boa tarde. Eduardo Tagliaferro falando. Acabou de sair a decisão do ministro Alexandre de Moraes, né? Com uma celeridade incrível”, disse. Segundo ele, somente nesta sexta-feira (8) foram três movimentações envolvendo bloqueio de Pix e contas.
Tagliaferro alertou que há decisões ainda sob sigilo, o que, segundo ele, pode indicar a existência de diligências em preparação. “Provavelmente, buscas e apreensões em minhas residências ou pessoas próximas de mim, e um possível pedido de prisão pra mim”, afirmou.
Ao final do vídeo, ele convocou os seguidores a compartilharem o vídeo para que mais pessoas tenham conhecimento do que está acontecendo. “Peço aí que vocês compartilhem tudo isso aí e mostrem pro brasileiro como funciona o Alexandre pra ameaçar”, declarou.
Confira aqui a decisão.
