Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Luiz Fux votaram nesta manhã (13) para manter a decisão que prendeu preventivamente Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na 3ª fase da Operação Compliance Zero.
A Segunda Turma da Corte começou a julgar, no plenário virtual, se mantém ou não a decisão de Mendonça, que assumiu recentemente a relatoria do caso Master.
Além de Mendonça e Fux, ainda faltam votar Gilmar Mendes e Nunes Marques. Os votos podem ser inseridos no sistema eletrônico até a próxima sexta-feira (20).
O ministro Dias Toffoli, que até fevereiro era o relator do caso e integra a turma na Corte, declarou-se suspeito para participar do julgamento. Sem Toffoli, há possibilidade de empate na votação. Nesse caso, a lei prevê que prevalece a posição mais favorável ao investigado.
Em seu voto, André Mendonça rebateu argumentos da defesa de Vorcaro. Segundo o ministro, as mensagens que embasaram a nova fase da operação foram extraídas do primeiro celular do banqueiro, apreendido ainda em novembro.
“Não se pode aguardar analise de todo os celulares para tomar medidas. Portanto, além da conclusão das análises relativas ao primeiro celular apreendido, ainda há 8 celulares por examinar”, diz o ministro em trecho de seu voto.

Mendonça também rejeitou a tese de que o grupo de WhatsApp chamado de “A Turma”, do dono do Master, fosse apenas “um mero grupo” em rede social: “Ressalta-se a identificação de mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Phillipi Mourão, que registram a inclusão até mesmo de policial federal no grupo dos “milicianos”, por provocação de Daniel, que teria expressado à Phillipi sua opinião de que “polícia às vezes não vai intimidar tanto'”.
Segundo o ministro do STF, “a organização ainda se apresenta como uma perigosa ameaça em estado latente, pois conta com integrantes que ainda estão à solta”.
