Decisão é tomada às vésperas do julgamento de Bolsonaro e aliados no STF
O presidente Lula assinou hoje (27) a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República. O mandato terá duração de dois anos e ainda precisa ser confirmado pelo Senado.
A indicação para o comando da PGR é prerrogativa do presidente da República. O nome do indicado passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e, em seguida, por votação secreta no plenário do Senado.
Para assumir o novo mandato, Gonet precisa de pelo menos 41 votos favoráveis.
O ato presidencial será publicado no Diário Oficial da União. Antes da decisão, Gonet esteve no Palácio do Planalto, onde Lula comunicou a escolha. A articulação contou com o senador Davi Alcolumbre (União-AP), responsável pela sabatina.
A decisão de Lula é tomada num contexto complexo. Primeiro, em meio à crise aberta com os Estados Unidos, que suspenderam os vistos de oito ministros do STF e de Gonet, sob alegação de “perseguição” contra Jair Bolsonaro. Segundo, às vésperas do julgamento no Supremo sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, no qual Bolsonaro é réu.
Dias antes da recondução, Gonet pediu ao STF reforço no monitoramento de Bolsonaro. Ele defendeu a presença de equipes da Polícia Federal em tempo integral para acompanhar o cumprimento das medidas cautelares, como prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. O procurador-geral afirmou, porém, que a medida não deveria ser invasiva nem interferir na rotina familiar do ex-presidente.
