Alive: “O único remédio possível”, diz Moreira sobre anistia total
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alive: “O único remédio possível”, diz Moreira sobre anistia total

Moreira declarou ainda que votará contra qualquer proposta de dosimetria, mas a favor de anistia total.
Moreira declarou ainda que votará contra qualquer proposta de dosimetria, mas a favor de anistia total. Foto: Republicação/ Youtube Claudio Dantas.

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Por Redação

Parlamentar diz que dosimetrias são “erro frontal” e que sistema atual inviabiliza punições individualizadas

Ao participar do programa Alive, apresentado por Claudio Dantas nesta sexta-feira (28), o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS) afirmou que a aprovação de uma anistia ampla e irrestrita para os investigados pelos atos de 8 de janeiro é “o único remédio possível” na atual circunstância.

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Segundo Moreira, os processos envolvendo os réus do 8 de janeiro se baseiam em uma “narrativa” de golpe de Estado, que ele afirma não ter acontecido. O deputado diz que a dosimetria aplicada pelo STF tornou impossível diferenciar responsabilidades individuais.

“Como calcular a pena de quem estava tomando sorvete ou vendendo picolé na Esplanada? A dosimetria é um erro frontal”, disse.

“A anistia não é o remédio correto, mas é o único possível”, completou.

Moreira declarou ainda que votará contra qualquer proposta de dosimetria, mas a favor de anistia total.

Congresso em “movimento eleitoral”

Ao analisar o cenário político, o deputado afirmou que o comportamento do Congresso está sendo moldado pela proximidade das eleições de 2026. Segundo ele, parlamentares ajustam suas posições conforme a expectativa de sobrevivência eleitoral.

“Mesmo quem tem boas razões para estar no Congresso só tem espaço se tiver mandato. Conforme a eleição se aproxima, o comportamento muda. O governo está quebrado, sem recursos, e não consegue dar esperança para quem depende de emendas para se reeleger”.

Moreira declarou que o centrão já demonstra afastamento do governo e que o “ciclo da esquerda na América Latina está acabando”, reduzindo, segundo ele, o espaço de negociação política para o presidente Lula (PT).

Orçamento

O deputado também criticou o modelo atual de destinação de verbas orçamentárias, afirmando que a pulverização de recursos por emendas impede obras estruturantes.

“O parlamentar quer ser dono da benesse para trocar por voto. Com isso, o país virou um país de salinha, pracinha e automóvel, enquanto obras estruturantes ficam esquecidas”.

Para Moreira, o governo deveria definir eixos prioritários obrigatórios — como infraestrutura, saúde e educação — mesmo com parte do Orçamento sob controle do Legislativo.

Educação

Durante o programa, o deputado comentou a intenção do governo de criar a Universidade Indígena e a Universidade do Esporte, anunciadas pelo Ministério da Educação (MEC). Ele chamou a proposta de continuidade do “coitadismo” atribuído ao PT.

Moreira defendeu que a prioridade deveria ser permitir que povos indígenas acessem crédito, financiamento e infraestrutura para produção agrícola.

“Os índios querem dignidade e igualdade de oportunidades. Não precisam de universidade específica”.

A cientista política Júlia Lucy classificou o projeto como “apartheid educacional” e questionou a escolha de Brasília como sede, por ser uma região com baixa população indígena.

O cientista político Paulo Kramer afirmou que o sistema eleitoral brasileiro “não vincula representante ao representado”, o que favorece decisões políticas baseadas em interesses individuais.

Ele também criticou a ausência de planejamento em políticas públicas, citando a deterioração de universidades federais devido à falta de manutenção.

Assista ao programa completo:

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