União Brasil dá 24 horas para filiados deixarem o governo Lula
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

União Brasil dá 24 horas para filiados deixarem o governo Lula

União Brasil dá prazo de 24h para filiados deixarem cargos no governo Lula, sob risco de punição por infidelidade partidária
União Brasil dá prazo de 24h para filiados deixarem cargos no governo Lula, sob risco de punição por infidelidade partidária

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Partido ameaça punir por infidelidade quem permanecer em postos da gestão petista

O União Brasil deu prazo de 24 horas para que filiados nomeados para cargos no governo Lula deixem os postos, “sob pena de prática de ato de infidelidade partidária”.

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A decisão foi formalizada nesta quinta-feira (18) em resolução assinada pelo presidente nacional do partido, Antônio Rueda. Atualmente, o ministro do Turismo, Celso Sabino, é o único filiado da sigla no primeiro escalão da gestão petista.

O anúncio foi feito na mesma nota em que a direção manifestou “irrestrita solidariedade” a Rueda. O dirigente teve o nome citado em investigações da Polícia Federal sobre a infiltração do PCC nos setores financeiros e de combustíveis.

“Causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no governo Lula – movimento legítimo, democrático e amplamente debatido nas instâncias superiores”, disse a nota.

“Tal ‘coincidência’ reforça a percepção de uso político da estrutura estatal visando desgastar a imagem da nossa principal liderança e, por consequência, enfraquecer a independência de um partido que adotou posição contrária ao atual governo”, acrescentou o comunicado.

A PF apura se Rueda seria dono oculto de jatos executivos usados para transportar integrantes do crime organizado, a partir de depoimento de um piloto. A corporação afirma, no entanto, que ele ainda não é formalmente investigado.

Mais cedo, Rueda declarou: “O que há, sim, é um pano de fundo político nestas leviandades, que estão sendo orquestradas, usando-se uma operação policial séria, para atacar adversários”.

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