O governo do presidente Lula (PT) acompanha com cautela a formação do colegiado do Supremo Tribunal Federal (STF) responsável por decisões envolvendo as apurações sobre o Banco Master e suspeitas de irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os processos estão sob relatoria do ministro André Mendonça e devem ser examinados pela 2ª Turma da Corte. O colegiado também é composto por Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
No Palácio do Planalto, auxiliares avaliaram à CNN que a composição pode influenciar etapas decisivas das investigações. Caso o relator leve medidas cautelares ou recursos ao colegiado, caberá à turma confirmar ou rejeitar as decisões.
Se a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar denúncia, os ministros também decidirão sobre a abertura de ação penal e eventual condenação.
A preocupação política decorre, sobretudo, do perfil dos integrantes. Dois ministros do grupo foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o histórico recente de votações do colegiado é observado de perto por integrantes do governo.
No caso envolvendo o Banco Master, há ainda expectativa sobre a atuação de Toffoli. Ele inicialmente conduzia o processo, mas deixou a relatoria após a Polícia Federal encaminhar ao presidente do tribunal, Edson Fachin, informações sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Apesar de ter sido retirado da condução direta do caso, o ministro não se declarou impedido e permanece apto a votar em julgamentos relacionados às investigações.
