Trump institui Semana do Anticomunismo e cita “defesa da liberdade”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Trump institui Semana do Anticomunismo e cita “defesa da liberdade”

O presidente enquadra a iniciativa como um tributo à “liberdade e à dignidade humana”.
Foto: The White House

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Presidente dos EUA transforma data em evento nacional e retoma discurso ideológico

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a Semana do Anticomunismo de 2025, que será celebrada anualmente entre 2 e 8 de novembro. A medida foi formalizada em uma proclamação publicada no site da Casa Branca, apresentada como homenagem às vítimas de regimes comunistas.

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No texto, Trump descreve o comunismo como “uma das ideologias mais destrutivas da história” e afirma que mais de 100 milhões de pessoas morreram sob governos que “apagaram a fé, suprimiram a liberdade e destruíram a prosperidade conquistada pelo trabalho”.

O presidente enquadra a iniciativa como um tributo à “liberdade e à dignidade humana”.

“Por mais de um século, o comunismo só trouxe ruína. Onde quer que se espalhe, silencia a dissidência, pune crenças e exige que gerações se ajoelhem perante o poder do Estado em vez de lutarem pela liberdade. Sua história é escrita em sangue e sofrimento, um lembrete sombrio de que o comunismo nada mais é do que sinônimo de servidão”, diz o trecho.

A declaração presidencial vai além da homenagem histórica e inclui críticas diretas a movimentos contemporâneos de esquerda. Trump afirma que “novas vozes repetem antigas mentiras”, em referência ao socialismo democrático e a propostas de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades.

Para ele, esses movimentos representam “novas formas de tirania” que tentariam convencer a população a “abrir mão da liberdade em troca do controle estatal”.

“Os Estados Unidos rejeitam essa doutrina maligna. Permanecemos uma nação fundada na verdade eterna de que a liberdade e a oportunidade são direitos inatos de toda pessoa e que nenhuma ideologia, seja estrangeira ou nacional, pode extingui-los”, completa.

O documento retoma a linguagem típica da Guerra Fria, período em que o anticomunismo orientou a política externa norte-americana e serviu como instrumento de mobilização interna.

A assinatura da proclamação ocorreu em 7 de novembro de 2025, data próxima ao aniversário da Revolução Russa, e coincidiu com as comemorações pelos 250 anos da independência norte-americana.

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