Presidente dos EUA falou no funeral do ativista e disse que manifestantes recebiam apoio financeiro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (21) que o Departamento de Justiça (DOJ) investiga os financiadores de supostos ativistas pagos que hostilizaram Charlie Kirk antes do assassinato do líder conservador.
Trump discursou no funeral de Kirk, realizado no State Farm Stadium, em Glendale, no Arizona. O presidente disse que, à medida que o ativista ganhava visibilidade, aumentavam os riscos contra ele. Citou ameaças de bomba e protestos violentos em campi universitários.
“Em um evento, a polícia teve que montar barricadas para proteger os alunos de uma multidão enfurecida de bandidos. Muitas dessas pessoas, aliás, recebem muito dinheiro para fazer isso. São agitadores pagos”, declarou Trump. O presidente acrescentou que “todos os cartazes são idênticos, saem de uma gráfica de alto nível” e defendeu que o DOJ descubra “quem são essas pessoas”.
Trump classificou Kirk como vítima de um “monstro radicalizado” e disse que ele foi morto por “falar a verdade em nome da liberdade, da justiça, de Deus e do país”.
Um suspeito, Tyler Robinson, foi preso e acusado de homicídio qualificado e outros crimes.
A viúva, Erika Kirk, nova CEO da Turning Point USA, afirmou que perdoa o autor do disparo. O vice-presidente J.D. Vance disse que o funeral se transformou em um “reavivamento” do movimento liderado por Kirk.
O evento reuniu cerca de 95 mil pessoas e contou com discursos de figuras do governo americano, como o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Guerra Pete Hegseth e o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. Também falaram o jornalista Tucker Carlson e outros líderes conservadores.
Durante a cerimônia, Trump conversou com o empresário Elon Musk em um camarote do estádio, marcando uma reaproximação após meses de atritos públicos.
