Em pronunciamento histórico realizado neste sábado, 3 de janeiro de 2026, Donald Trump entregou detalhes da operação ‘Absolute Resolve’, que capturou Nicolás Maduro durante incursão militar de forças especiais dos Estados Unidos em Caracas.
Durante o anúncio, Trump contou que acompanhou o desenrolar da missão em tempo real diretamente da Casa Branca. “Assistimos a tudo ao vivo. Foi como assistir a um programa de TV”, disse, destacando a precisão tecnológica e a rapidez das tropas americanas.
Segundo Trump, Maduro tentou se refugiar em um “quarto de pânico” blindado com paredes de aço, mas a velocidade da investida impediu que ele trancasse as portas a tempo. Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram removidos da Venezuela e levados inicialmente para o navio de guerra USS Iwo Jima.
Trump confirmou que o ex-líder será transportado para Nova York, onde enfrentará julgamento por acusações de narcoterrorismo, lavagem de dinheiro e por chefiar o que o governo americano descreve como uma “vasta rede criminosa” responsável pelo fluxo de drogas para os EUA.
Transição e Controle
Sobre o futuro da Venezuela, o presidente americano foi enfático ao afirmar que os Estados Unidos exercerão um papel direto na administração do país no curto prazo. “Nós vamos governar o país por um tempo até que uma transição segura, apropriada e criteriosa seja estabelecida”, afirmou.
O presidente também enviou um alerta severo aos demais membros da cúpula chavista e militares leais ao regime, sugerindo que o mesmo destino aguarda aqueles que não cooperarem com a nova ordem estabelecida.
A captura ocorre após o governo Trump elevar, no final de 2025, a recompensa por informações que levassem a Maduro para US$ 50 milhões. A operação “Absolute Resolve” marca o ápice de anos de tensões diplomáticas e sanções econômicas, alterando drasticamente o cenário geopolítico da América Latina neste início de 2026.
Até o momento, o Conselho de Segurança da ONU e aliados regionais ainda não se manifestaram oficialmente sobre os desdobramentos da intervenção militar direta.
María Corina Machado
Em relação à política venezuelana, Trump indicou distanciamento da oposição tradicional. Apesar de María Corina Machado ser a líder da oposição e vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2025, Trump descartou seu nome para liderar o governo de transição.
Disse que ela “não tem o apoio ou o respeito” necessário dentro da Venezuela para governar neste momento e que não a consultou sobre a operação militar. Por outro lado, o americano revelou que seu governo estabeleceu um canal de comunicação direta com a atual vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez.
Ela e o secretário de Estado, Marco Rubio, tiveram uma “longa conversa”, na qual a venezuelana se disse “disposta a fazer o que for preciso”. Trump sugeriu que ela poderia governar durante o período inicial de transição sob supervisão americana, afirmando que ela “essencialmente não tem escolha” a não ser cooperar.
O petróleo é nosso
Trump afirmou, por fim, que os Estados Unidos assumirão um papel direto e intensivo na gestão do petróleo venezuelano. Suas declarações focaram na recuperação econômica da Venezuela e no que chamou de “reembolso” ao governo americano.
Disse que grandes empresas petrolíferas americanas serão enviadas à Venezuela para investir bilhões de dólares na recuperação da infraestrutura e no aumento da produção. “O petróleo voltará a fluir”, disse.
O presidente americano afirmou que, no passado, os EUA reconstruíram a indústria petrolífera venezuelana com “talento e investimento americano”, mas que o regime socialista “roubou” esses ativos.
Ele prometeu recuperar essa riqueza para ressarcir os prejuízos causados aos Estados Unidos. Mesmo com a captura de Maduro, Trump confirmou que o embargo ao petróleo venezuelano permanecerá em vigor por enquanto para garantir o controle da transição.
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