Trump pressiona China por acordo justo
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Trump pressiona China por acordo justo e cita “jogo das terras raras”

Trump alerta que não permitirá manipulação chinesa nas terras raras e exige contrapartida para reduzir tarifas
Trump alerta que não permitirá manipulação chinesa nas terras raras e exige contrapartida para reduzir tarifas

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Presidente dos EUA cobra retomada das compras de soja e diz que pode reduzir tarifas se Pequim fizer concessões

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não permitirá que a China “brinque o jogo das terras raras” na disputa comercial entre os dois países. A declaração foi dada a repórteres a bordo do Air Force One.

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Trump pediu que o governo chinês volte a comprar soja norte-americana “ao menos na quantidade que comprava antes” e disse acreditar que um acordo será fechado. “Mas não quero que a China brinque o jogo das terras raras conosco”, afirmou.

As terras raras são minerais estratégicos usados em semicondutores, veículos elétricos, energia renovável e equipamentos militares — setores em que a China domina grande parte da produção global.

O presidente americano também declarou que os Estados Unidos “podem reduzir” parte das tarifas impostas sobre produtos chineses, mas que espera reciprocidade. “A China precisa fazer algo por nós também. Quero ajudar a China, não quero prejudicá-la, mas tem que ser um acordo justo”, disse.

Trump elevou neste mês em 100% as tarifas sobre bens chineses, que já estavam em 30%. A medida ampliou a pressão sobre Pequim, que suspendeu parte das importações de soja americana desde o início da guerra comercial.

Segundo relatório da American Farm Bureau Federation, o volume exportado de soja dos Estados Unidos para a China caiu quase 78% entre janeiro e agosto deste ano em comparação com o mesmo período de 2024. A entidade alertou que “durante junho, julho e agosto, os EUA praticamente não enviaram soja para a China e a China não comprou nenhuma soja da nova safra”.

O estudo destaca ainda que o gigante asiático não deixou de comprar grãos, mas substituiu os produtos americanos pelos do Brasil e da Argentina. “Mesmo quando os agricultores americanos produzem safras com preços competitivos, a China tem reduzido constantemente sua dependência dos Estados Unidos”, cita o relatório.

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