O governo Trump ordenou o envio de 10 jatos F-35 para o Caribe, com o objetivo de realizar operações contra cartéis de drogas. A informação, divulgada pela agência Reuters nesta sexta-feira (5), aponta que os caças serão enviados para uma base aérea em Porto Rico, próximo à região onde navios de guerra americanos já estão mobilizados.
A decisão tem potencial para elevar ainda mais as tensões na região, especialmente após dois caças venezuelanos sobrevoarem um destróier americano no mar do Caribe. A Mílicia Bolivariana, força de reservistas, também foi mobilizada.
Os jatos F-35, considerados um dos mais avançados do mundo, se somarão a uma robusta presença militar dos EUA no sul do Caribe, que inclui sete navios de guerra, um submarino nuclear de ataque rápido e aviões espiões.
Os equipamentos militares foram enviados pelo governo Trump para perto da costa da Venezuela em uma campanha de pressão contra o governo de Nicolás Maduro, oficialmente justificada como combate a cartéis de drogas latino-americanos.
Duas autoridades americanas informaram à Reuters que os caças devem chegar a Porto Rico até o final da próxima semana e foram designados para “conduzir operações contra organizações designadas como narco-terroristas que atuam no sul do Caribe”.
O envio dos jatos ocorre três dias após os EUA atacarem um barco que, segundo Trump, transportava “quantidades massivas de drogas” da Venezuela, resultando na morte de 11 pessoas — a Casa Branca informou que os ataques continuarão acontecendo.
Nesta quinta-feira (4), dois caças venezuelanos armados sobrevoaram o destróier USS Jason Dunham, navio de guerra enviado 18 de agosto embarcando marinheiro e fuzileiros navais.
O sobrevoo foi classificado pelo Departamento de Defesa americano como uma ação “altamente provocativa” e uma tentativa de “demonstração de força” da Venezuela. Já Maduro, sem citar diretamente os EUA, afirmou que irá “defender nossos mares, nossos céus e nossas terras contra a ameaça de um império em declínio”.
O Pentágono advertiu o “cartel que controla a Venezuela a não tentar, de nenhuma forma, obstruir, dissuadir ou interferir nas operações de combate ao narcotráfico e ao terrorismo conduzidas pelas forças militares dos Estados Unidos”.
A escalada de tensões se intensifica em um cenário onde o ditador venezuelano Maduro é apontado como chefe do cartel de Los Soles, recentemente classificado como organização terrorista por Washington.
O governo americano também anunciou a apreensão de US$ 700 milhões (cerca de R$ 4 bilhões) em bens ilegais de Maduro e está oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua captura.
