Maduro faz convocação especial para alistamento em milícias
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Maduro faz convocação especial para alistamento em milícias

Venezuela
Navios dos EUA se aproximam da Venezuela para pressionar Maduro.

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Por Redação

Ditador venezuelano quer mobilizar 4,5 milhões de civis em resposta à pressão americana

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou agora há pouco para este sábado (23) e domingo (24) um processo especial de alistamento para milícias. A medida, segundo ele, é resposta às “ameaças” dos Estados Unidos.

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O chamado é direcionado a reservistas e a qualquer cidadão que deseje se “colocar a serviço do Grande Plano Nacional de Soberania e Paz”.

“Como Comandante-em-Chefe, considerei necessário e oportuno que neste sábado e domingo realizemos esta grande jornada de alistamento e convocação de todos os milicianos, todas as milicianas do país, todos os reservistas do país e todos os cidadãos que desejam se apresentar, para dizer ao imperialismo: Chega dessas ameaças! A Venezuela rejeita suas ameaças porque quer a paz, e haverá paz!”, declarou Maduro em comunicado.

As inscrições ocorrerão em quartéis, unidades militares, praças públicas e pontos organizados por bases de defesa popular.

A meta de Maduro é reunir 4,5 milhões de milicianos armados em todo o território. “Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas. Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela. Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria!”, disse em transmissão televisiva.

A convocação ocorre após os Estados Unidos enviarem três destróieres de mísseis guiados Aegis para a costa venezuelana. A operação envolve cerca de quatro mil militares, além de submarino de ataque e aviões de espionagem.

Washington já oferece US$ 50 milhões por informações que levem à captura de Maduro. Em janeiro, ainda sob Joe Biden, a recompensa havia sido fixada em US$ 25 milhões.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, rejeitou as acusações americanas. Ele classificou as medidas como “tolas” e comparou as ações dos EUA a um “filme de faroeste hollywoodiano”.

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