Flávio Dino impõe regras federais de transparência a emendas estaduais e municipais
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Flávio Dino impõe regras federais de transparência a emendas estaduais e municipais

STF determina que governo federal lance campanha sobre transparência nas emendas parlamentares entre 2025 e 2026
STF determina que governo federal lance campanha sobre transparência nas emendas parlamentares entre 2025 e 2026. Foto: STF

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Por Redação

STF determina que Assembleias e Câmaras sigam modelo federal para rastrear e publicar dados sobre recursos públicos.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (23) que os legislativos estaduais e municipais adotem as mesmas regras de transparência e rastreabilidade aplicadas às emendas parlamentares federais.

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Com a decisão, a execução das emendas já aprovadas por deputados estaduais e vereadores para 2026 ficará suspensa até que assembleias e câmaras comprovem o cumprimento das normas.

Após a implementação das medidas, tribunais de contas estaduais, do Distrito Federal e municipais, além de Ministérios Públicos de Contas, Procuradorias-Gerais e Ministérios Públicos estaduais, deverão ser notificados para garantir que o processo de execução siga o modelo federal.

Uma audiência está marcada para março de 2026, quando será avaliado se as exigências de transparência estão sendo aplicadas.

Flávio Dino determina que Assembleias e Câmaras adotem regras federais de transparência e rastreabilidade em emendas estaduais e municipais.foto: STF
Flávio Dino determina que Assembleias e Câmaras adotem regras federais de transparência e rastreabilidade em emendas estaduais e municipais.
foto: STF

“Não faz sentido que o dever de identificar a origem e os beneficiários finais dos recursos públicos (transparência e rastreabilidade ponta a ponta) se limite ao plano federal, permitindo que os mesmos vícios, opacidade, fragmentação, ausência de planejamento e controle social, persistam nos níveis estadual, distrital e municipal. Em outras palavras, teríamos um sistema constitucional que exige transparência seletiva, apenas no ente federal, mas que tolera práticas deletérias no nível subnacional”, afirmou o ministro.

Segundo Dino, a decisão inaugura uma nova fase na aplicação das emendas, reforçando que a jurisprudência do Supremo exige a adoção do modelo federal pelos demais entes.

Evolução da transparência e rastreabilidade

A audiência realizada nesta quinta-feira (22) tratou também da evolução da rastreabilidade das transferências especiais e das decisões relacionadas ao fim do “orçamento secreto”.

 

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