Tráfico carioca busca drones com visão térmica para driblar polícia no Rio
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Tráfico carioca busca drones com visão térmica para driblar polícia no Rio

Uma investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) revelou o novo passo do Comando Vermelho no Rio: traficantes da Penha negociam a compra de drones com câmeras térmicas, capazes de identificar pessoas mesmo no escuro.
Uma investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) revelou o novo passo do Comando Vermelho no Rio: traficantes da Penha negociam a compra de drones com câmeras térmicas, capazes de identificar pessoas mesmo no escuro. Foto: Reprodução

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Por Redação

Investigações revelam que o Comando Vermelho planeja usar tecnologia militar para ampliar o controle sobre mais de mil comunidades dominadas no estado

Uma investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) revelou o novo passo do Comando Vermelho no Rio: traficantes da Penha negociam a compra de drones com câmeras térmicas, capazes de identificar pessoas mesmo no escuro.

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A tecnologia, usada por forças militares, seria empregada para monitorar incursões policiais e fortalecer o domínio da facção sobre as comunidades.

O conteúdo das mensagens, obtido em interceptações telefônicas, foi anexado à denúncia do Ministério Público (MPRJ) que motivou a megaoperação de terça-feira (28).

A ação terminou com 113 presos e mais de 120 mortos, incluindo confrontos intensos no Complexo da Penha, uma das principais bases do crime no Rio.

A ação terminou com 113 presos e mais de 120 mortos, incluindo confrontos intensos no Complexo da Penha, uma das principais bases do crime no Rio.
A ação terminou com 113 presos e mais de 120 mortos, incluindo confrontos intensos no Complexo da Penha, uma das principais bases do crime no Rio. Foto: Antônio Lacerda/EFE

Em conversas interceptadas, criminosos discutem a necessidade de “se adequar à tecnologia”, mostrando o interesse em drones “térmicos” para ampliar o sistema de vigilância do tráfico.

O objetivo é claro: enxergar os policiais antes que sejam vistos.

As investigações apontam que o Comando Vermelho controla 1.028 comunidades no estado. A estrutura é organizada e hierarquizada, com escala de plantão, pagamentos, tribunais do tráfico e punições brutais.

Um dos líderes citados é Edgar Alves de Andrade, o Doca, considerado o chefe máximo da Penha, hoje foragido. Outro é Juan Breno Malta Ramos, o BMW, responsável por ordenar castigos e execuções.

A operação também revelou uma rede de câmeras espalhadas pelas comunidades, usada para acompanhar a movimentação de policiais e rivais.

A compra dos drones térmicos seria a próxima etapa desse sistema de vigilância, um salto tecnológico que aproxima o tráfico de uma estrutura paramilitar.

Os investigadores afirmam que o avanço tecnológico do crime mostra como as facções se tornaram mais sofisticadas que o próprio Estado.

 

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