Toffoli pode votar no caso Master mesmo fora da relatoria
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Toffoli pode votar no caso Master mesmo fora da relatoria

Ministro segue na 2ª Turma do STF e permanece apto a julgar recursos do processo

Toffoli admite que sempre foi sócio do Tayayá, diz jornal
Foto: Ton Molina/STF

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master, mas continuará apto a julgar o caso. Integrante da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ele poderá participar de eventuais julgamentos e analisar recursos relacionados ao processo quando o colegiado for acionado.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo informações divulgadas, a permanência de Toffoli como julgador é juridicamente possível porque não houve declaração formal de suspeição ou impedimento. A decisão de repassar a relatoria ocorreu durante reunião com os demais ministros, ocasião em que o tribunal divulgou nota de apoio ao magistrado.

O movimento foi apresentado como medida para “amenizar as críticas” e “acalmar os ânimos” em Brasília, sem reconhecimento de conflito de interesse.

O novo relator, André Mendonça, também integra a 2ª Turma. Assim, os processos relacionados ao Banco Master serão analisados pelos cinco ministros que compõem o colegiado.

Competência das turmas

Pelo rito do STF, inquéritos e ações penais são julgados prioritariamente pelas turmas, e não pelo plenário. Nesse contexto, Toffoli mantém direito a voto em decisões que podem impactar Daniel Vorcaro e demais investigados na Operação Compliance Zero.

Nota oficial do STF afirmou que Toffoli atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República enquanto esteve na relatoria. O tribunal declarou que “não é caso de cabimento para a arguição de suspeição” e classificou o afastamento apenas como medida para o “bom andamento dos processos”.

Sem declaração de impedimento, o ministro poderá votar normalmente quando recursos forem pautados na 2ª Turma.

Repercussão no Congresso

A possibilidade de Toffoli participar dos julgamentos mantém o tema em debate no Congresso. Parlamentares da oposição sustentam que o afastamento da relatoria não encerra questionamentos levantados após a divulgação de mensagens interceptadas pela Polícia Federal que mencionam transações financeiras ligadas a empresas da família do ministro.

Há integrantes que defendem a abertura de processo de impeachment e argumentam que a participação do magistrado no julgamento do caso comprometeria o princípio da imparcialidade.

Enquanto André Mendonça conduz o processo e decide sobre novas diligências, o STF mantém a tramitação no âmbito da 2ª Turma. O caso segue em análise.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade