Processo foi enviado ao STF após citações a dois senadores; PF aguarda definição para retomar investigações
O andamento das investigações sobre corrupção no setor de mineração está parado desde que o ministro Dias Toffoli, do STF, assumiu o caso encaminhado pela Justiça Federal de Minas Gerais há cerca de um mês. A situação dos 17 presos pela Polícia Federal segue indefinida, segundo a Folha.
O processo chegou ao Supremo após a PF encontrar no celular de um dos investigados registros que mencionavam os senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Carlos Viana (Podemos-MG). Embora os investigadores considerem as citações superficiais, decidiram enviar o material ao STF para evitar nulidades.
A Operação Rejeito, conduzida pela PF em Minas Gerais, apura um esquema de liberação irregular de licenças ambientais mediante pagamento de propina a servidores públicos. Entre os presos há empresários, funcionários de órgãos ambientais e ex-dirigentes da Agência Nacional de Mineração (ANM).
Com o envio do caso ao STF, todas as análises estão suspensas. A PF aguarda a definição sobre qual autoridade seguirá responsável pelo inquérito. A íntegra do processo foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República na segunda-feira (10).
Por sua assessoria, Toffoli informou que enviou os autos à PGR para manifestação. “Não posso dar mais informações, porque o caso tramita sob sigilo”, afirmou o ministro ao jornal.
