O presidente Lula foi alvo de críticas da revista The Economist, em reportagem publicada no dia 29 de junho. Segundo a publicação, o petista tem perdido espaço no cenário internacional e enfrenta crescente impopularidade dentro do Brasil.
A análise menciona o posicionamento do governo brasileiro diante de ações militares dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas, ocorrido em 22 de junho. O Itamaraty classificou os bombardeios como “violação da soberania do Irã e do direito internacional”, postura que, segundo a revista, isolou o Brasil das democracias ocidentais.
A reportagem também observa o alinhamento do governo brasileiro com países como China, Rússia e Irã dentro dos BRICS, grupo atualmente presidido por Lula. O texto cita a dificuldade do Brasil em manter um discurso de neutralidade diante da atuação de regimes autoritários no bloco.
A política externa é descrita como incoerente. A revista observa que Lula ainda não se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que tem priorizado encontros com autoridades chinesas. Também menciona a participação de Lula nas comemorações do Dia da Vitória em Moscou, em maio, e a tentativa frustrada de se oferecer como mediador na guerra da Ucrânia.
No plano regional, The Economist aponta o afastamento entre Brasil e Argentina, atribuído à falta de diálogo entre Lula e o presidente Javier Milei. A revista lembra ainda o apoio dado por Lula ao ditador Nicolás Maduro no início de seu terceiro mandato e critica o silêncio do governo diante da crise no Haiti.
No cenário interno, a publicação ressalta o desgaste político do petista. O texto cita a rejeição recente de um decreto presidencial pelo Congresso, que tratava do aumento do IOF, como sinal da perda de força do governo e também menciona os baixos índices de aprovação: 28% aprovam a gestão, enquanto a aprovação pessoal está em 40%.
A revista conclui que o Brasil se tornou menos relevante internacionalmente e que Lula deveria “concentrar-se em assuntos mais próximos de casa”, diante do novo cenário político global e da mudança no perfil do eleitorado brasileiro.
