Tribunais de Contas dão R$1,4 mi em olímpiada de servidores
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Tribunais de Contas torram R$ 1,4 mi de dinheiro público em olimpíadas de servidores

Servidores Tribunais de Conta torram R$ 1,4 milhão em competição
Banner da competição, que ocorreu em Foz do Iguaçu e reuniu Tribunais de Conta de todo o Brasil

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Por Redação

Nove tribunais de Contas brasileiros desembolsaram R$ 1,4 milhão para custear a participação de servidores e conselheiros nas Olimpíadas da categoria, realizadas em Foz do Iguaçu, no Paraná. O evento, conforme publicado pelo portal Metrópoles, contou com jogos esportivos e de tabuleiro. Despesas com inscrições, hospedagens em resorts de luxo, uniformes e até serviços de fisioterapia e assessoria esportiva foram bancados com dinheiro público.

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) foi o maior gastador, com mais de R$ 625 mil, sendo R$ 442 mil somente para a inscrição de 130 servidores. A delegação, a maior das olimpíadas, teve hospedagem de sete diárias em um resort de luxo. Além disso, o tribunal gastou R$ 51,6 mil em uniformes e R$ 58,2 mil em fisioterapia esportiva para seus atletas, que conquistaram o título da competição.

O Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCM-PA) desembolsou R$ 230,6 mil para inscrever 72 servidores e três conselheiros. As autoridades, que não participaram das competições, ficaram hospedadas em um resort com águas termais.

Já o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) gastou R$ 156 mil com inscrições, justificando o gasto como um serviço de “bem-estar” para o desenvolvimento profissional dos servidores.

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) desembolsou R$ 297 mil em inscrições e R$ 17,4 mil em diárias para sua comitiva.

O TCE-MT, TCE-AL, TCE-AC e o TCE-PE também levaram servidores para as competições, que contou campeonatos de beach tennis, tênis, boliche, basquete, futsal, vôlei, vôlei de praia, atletismo e pebolim.

Servidores foram dispensados de ponto para participar do evento

Apesar da maioria das Cortes de Contas ter afirmado que os custos foram de responsabilidade dos próprios participantes, a investigação aponta que a ida de servidores e conselheiros a Foz do Iguaçu teve ônus para o erário em muitos casos.

O Tribunal de Contas da União (TCU), por exemplo, embora tenha dito que os atletas arcaram com suas despesas, pagou R$ 9.404 em diárias e passagens para dois servidores alinharem a organização do evento.

Além dos gastos diretos, muitos tribunais dispensaram os servidores de bater o ponto, ou permitiram que usassem bancos de horas e trabalhassem remotamente, sem a necessidade de compensar as horas não trabalhadas.

O objetivo oficial das Olimpíadas dos Servidores dos Tribunais de Contas é “desenvolver a integração” e “promover o bem-estar social”, mas a maioria das despesas foi custeada com dinheiro público.

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