Anistia total é articulada por Tarcício de Freitas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Tarcísio reforça articulação pela anistia enquanto julgamento de Bolsonaro avança no STF

Bolsonaro em prisão domiciliar. Foto: Cristiano Mariz
Bolsonaro em prisão domiciliar Justiça do DF determinou ao ex-presidente o pagamento de honorários à defesa de Boulos após perder ação por danos morais. Foto: Cristiano Mariz

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Por Redação

Enquanto STF julga Bolsonaro, governador de São Paulo articula apoio no Congresso e reforça críticas à atuação do Supremo

A oposição intensificou os esforços para pautar o projeto de anistia no Congresso Nacional. O movimento ganhou o reforço do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que se reuniu essa semana em Brasília com lideranças partidárias e passou a fazer críticas públicas à condução dos processos pelo STF.

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O projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro já figura como prioridade entre aliados do ex-presidente. Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, afirmou que há acordo com outros partidos e votos suficientes em plenário.  Para o deputado, a anistia “já está construída com os demais partidos” e não há motivos para que não seja pautada no plenário.

A presença de Tarcísio em Brasília é considerada estratégica, especialmente por sua influência dentro do Republicanos, partido do presidente da Câmara, Hugo Motta. Na véspera do julgamento, o governador esteve reunido com o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, em encontro a portas fechadas para tratar do tema.

A articulação em torno da anistia ganhou fôlego após o anúncio de que os partidos PP e União Brasil, que integram a federação União Progressista, decidiram deixar oficialmente a base do governo Lula. A decisão, comunicada pelos presidentes das siglas, Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda (União Brasil), determina que os filiados que ocupam cargos no Executivo deixem suas funções no prazo de até 30 dias. Com isso, a federação, que conta com 109 deputados, pode reforçar o apoio à oposição na pressão para pautar o projeto.

Além do PL, a proposta de anistia conta com apoio formal do partido Novo. No entanto, no Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-PA), ainda pode travar a tramitação, uma vez que seus aliados seguem ocupando cargos no governo federal.

Presença de Tarcísio fortalece trabalho pela anistia

Para o vice-presidente da Câmara, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), o envolvimento direto de Tarcísio pode destravar a votação. “Neste momento, o Tarcísio tem sido muito importante, não só pelo peso da figura política do governador, mas também pela presença do Republicanos, que é o partido do presidente (da Câmara), Hugo Motta. A participação do governador Tarcísio é de suma importância para que a gente consiga pautar o projeto da anistia”, disse Côrtes à Gazeta do Povo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que um novo texto está em elaboração para viabilizar uma anistia “ampla, geral e irrestrita”. Segundo ele, o governador de São Paulo está engajado na articulação política. Flávio disse a jornalistas que o “Brasil precisa virar essa página e isso só vai acontecer com a anistia”.

A oposição trabalha com a expectativa de que a votação ocorra em até duas semanas, após o término do julgamento no STF, já que existe um argumento de que não se pode falar em anistia sem condenação.

 

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