Vaga é disputada por Centrão e ex-ministra de Bolsonaro
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep), tem conversado em caráter reservado com aliados sobre o perfil e possíveis nomes para uma chapa à Presidência da República em 2026, caso ele venha a concorrer ao cargo. Segundo a Folha de SP, as discussões são embrionárias, e o governador tem reiterado publicamente que seu foco é a reeleição em São Paulo, e que só avançará com uma candidatura presidencial se tiver o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os nomes cotados para a vaga de vice estão figuras do Centrão, ex-ministros de Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A presença dela na chapa é considerada “imbatível” por integrantes da direita, que a veem como uma forte candidata por ser mulher, evangélica e carismática.
No entanto, a possibilidade de Michelle concorrer ao Senado ou até mesmo à Presidência também é considerada, o que abriria espaço para outro nome. Uma pesquisa divulgada nesta nesta sexta-feira (5) mostra a ex-primeira-dama na frente na disputa ao cargo de senadora pelo DF.
A vaga de vice tem gerado intensa competição nos bastidores. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), embora tenha se lançado pré-candidato à Presidência, admitiu em conversas privadas que talvez não haja espaço para sua candidatura caso Tarcísio tenha o apoio de Bolsonaro.
Outros nomes que se articulam para a vaga são os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Ciro Nogueira (PP-PI), e a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS).
Tarcísio elogia a qualidade técnica e política de Marinho e Tereza Cristina, vendo neles a capacidade de atrair votos do Nordeste e das mulheres, públicos nos quais Bolsonaro perdeu para o presidente Lula. Já a candidatura de Ciro Nogueira é vista com desconfiança por parte dos bolsonaristas, embora ele tenha uma boa relação com o ex-presidente.
A discussão sobre a antecipação da disputa pela sucessão de Bolsonaro gerou atritos com os filhos do ex-presidente, que criticaram o governador. A pressão levou Tarcísio a se posicionar mais ativamente na articulação pela anistia no Congresso, o que fortaleceu seu vínculo com a ala mais radical do bolsonarismo.
