Tarcísio camisa 10, com Bolsonaro treinador? - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Tarcísio camisa 10, com Bolsonaro treinador?

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Na edição desta segunda-feira (17) do programa Alive, o analista internacional Marcos Degaut fez uma análise política que agitou o cenário da direita brasileira. Em um contexto de possível inelegibilidade de Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas emergiu como um potencial sucessor, ao adotar um discurso mais combativo e alinhado com as críticas à gestão do atual governo federal.

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“Talvez o maior líder da direita, Jair Messias Bolsonaro. Mas é preciso pensar na situação em que Bolsonaro não possa concorrer. Temos que considerar outros nomes, e Tarcísio fez ali com a camisa de número 10, se colocou à disposição!”, afirmou Degaut.

A mudança de postura de Tarcísio chamou atenção, já que anteriormente ele descartava disputar a presidência, mantendo seu compromisso com o governo de São Paulo. No entanto, o discurso agora foi direto ao ponto: críticas à economia, à falta de um projeto nacional e à incompetência do governo Lula.

“Tarcísio nunca havia colocado isso dessa forma. Ele falou sobre o que o povo brasileiro está sentindo na pele: o desgaste econômico, os preços nas alturas e a falta de um projeto nacional. E isso é o que a população quer ouvir: alguém que confronte o sistema”, destacou Degaut.

O analista de mercado Lucas Godeiro corroborou a análise, destacando o impacto positivo no mercado financeiro com a aproximação entre Bolsonaro e Tarcísio. “O dólar operou em queda e a bolsa em forte alta, pois o mercado gostou da possibilidade de Bolsonaro apoiar Tarcísio, ou até indicar um vice de sua confiança, como a esposa ou um dos filhos.”

Carol Sponza, analista política, ressaltou a capacidade de mobilização da direita. “Tarcísio ultrapassou a pauta da anistia e focou nas questões que realmente importam, como a gestão Bolsonaro e os problemas atuais do país. Enquanto isso, a esquerda não consegue mobilizar ninguém, como vimos no fiasco das manifestações pró-Lula.”

A fala de Tarcísio e a reação positiva do mercado reforçam a ideia de que, caso Bolsonaro seja impedido de concorrer, o ex-ministro da Infraestrutura e atual governador de São Paulo surge como o nome ideal para liderar a direita e confrontar o sistema.

Assista ao programa de hoje: 

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