Operação em SP mira esquema de financiamento do PCC e "tribunais do crime"
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Justiça

Operação em SP mira esquema de financiamento do PCC e “tribunais do crime”

Entre os alvos está "Leo do Moinho", apontado como chefe do PCC na Favela do Moinho

EUA avaliam classificar PCC e CV como organizações terroristas
Foto: Reprodução/Brasil Urgente

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Por Redação

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta manhã (21) a Operação Janus contra um esquema suspeito de financiar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e atuar nos chamados “tribunais do crime”. Ao todo, são cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão.

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Entre os principais alvos estão Alexandre Salles Brito, conhecido como Buiu; Leonardo Monteiro Moja, o “Leo do Moinho”, apontado como chefe do grupo narcoterrorista; e o empresário Cléber Azevedo dos Santos.

A operação é um desdobramento das investigações das Operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas. Segundo o MP, os investigados são suspeitos de converter dinheiro em espécie em transferências bancárias, ocultar recursos e movimentar valores em benefício do PCC por meio de empresas e contas de terceiros.

As apurações também indicam que o grupo participava dos chamados “tribunais do crime”, usados pelo grupo narcoterrorista para resolver conflitos patrimoniais.

A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras, imóveis e veículos, além do sequestro de bens dos investigados. Também foi autorizado o bloqueio de ativos de pessoas físicas em até R$ 10 milhões por investigado, além de medidas contra pessoas jurídicas apontadas como parte da estrutura financeira da organização criminosa.

As investigações apontam ainda que “Leo do Moinho” continuava comandando o PCC na Favela do Moinho, no Centro de São Paulo, mesmo após ser preso na Operação Salus et Dignitas.

De acordo com o MP, ele emitia ordens de dentro do presídio, inclusive para intimidar funcionários da CDHU, e utilizava imóveis e estabelecimentos comerciais para facilitar o tráfico de drogas e ocultar a lavagem de dinheiro na comunidade.

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