O regime nazista marcou e identificou os judeus de diversas formas, como parte de sua política sistemática de perseguição, isolamento e desumanização. Essa marcação serviu para humilhá-los, segregá-los do restante da população e facilitar sua prisão, deportação e eventual assassinato em massa.
Desde que Tarcísio de Freitas disse no 7 de setembro que “ninguém aguenta mais a tirania de Alexandre de Moraes”, deu-se início a um processo de desumanização, isolamento e perseguição contra o governador de São Paulo.
Se antes era considerado “moderado” e o melhor nome para retirar Lula do Planalto, agora precisa ser humilhado, segregado e assassinado politicamente. Não me surpreenderia, se virasse alvo de algum inquérito político e ameaçado de prisão.
Essa campanha não teria sucesso sem apoio amplo da mídia. Um exemplo está numa matéria da Folha de hoje sobre jantar organizado por empresários e advogados de esquerda a Gilberto Kassab.
A manchete crava: “Elite lamenta erros de Tarcísio e expressa desalento em jantar.” No texto, o repórter Igor Gielow diz que “integrantes da elite empresarial e intelectual paulista lamentaram o que chamaram de erros e excessos bolsonaristas do governador paulista”.
Afirma que “o tom” do encontro “foi de desalento, dado que em diversos estratos Tarcísio era visto como uma opção palatável da direita a Lula na disputa presidencial do ano que vem”.
“Um empresário da área médica foi incisivo em sua fala, dizendo que Tarcísio inviabilizou o apoio que tinha no setor produtivo ao ficar ao lado do clã Bolsonaro no imbróglio do tarifaço de Donald Trump contra o Brasil. Na visão dos presentes, Tarcísio conseguiu desagradar quem o via como moderado e os radicais de Jair Bolsonaro, que sentiram oportunismo em sua fala.”
Como o repórter não identifica seus interlocutores, nunca saberemos quem disse o quê ou mesmo se essas frases foram ditas. Mas ele deixa algumas pistas, ao citar a presença de Luiza Trajano, Neca Setúbal, Nelson Jobim e Pierpaolo Bottini.
Considerado que todos são eleitores de Lula e frutos da mesma árvore envenenada do patrimonialismo tupiniquim, fica evidente que a reportagem serve como peça de propaganda do mesmo regime que Tarcísio tenta combater.
O governador não deve temê-los, mas sugiro reforçar a segurança e evitar jantares organizados por essa turma. A SS de Hitler iludia frequentemente os judeus com câmaras de gás camufladas como chuveiros.
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