A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, conquistou ontem (08) uma vitória eleitoral histórica. O Partido Liberal Democrático (PLD), de direita, e seu aliado de coalizão, o Inovação do Japão, garantiram ampla maioria nas eleições para a Casa Baixa do Parlamento.
Juntos, os dois partidos conquistaram 352 das 465 cadeiras. O resultado consolida o governo de Takaichi e abre caminho para a implementação de cortes de impostos e o aumento dos gastos militares, propostas da premiê.
“Esta eleição envolveu grandes mudanças políticas — particularmente uma grande mudança na política econômica e fiscal, bem como o fortalecimento da política de segurança”, afirmou Takaichi em entrevista durante a apuração dos votos.
“Essas são políticas que suscitaram muita oposição. Se recebemos o apoio do público, então devemos realmente abordar essas questões com toda a nossa força.”
Takaichi convocou uma eleição antecipada de inverno, movimento raro no Japão, para aproveitar o alto índice de aprovação registrado desde que assumiu a liderança do PLD, no fim de 2025. O pleito foi convocado 3 meses após a premiê dissolver o Parlamento.
Ao anunciar a eleição, em 19 de janeiro, Takaichi afirmou que queria que “o povo soberano” decidisse se ela estava apta a continuar no cargo. “Estou apostando meu próprio futuro político como primeira-ministra nesta eleição”, declarou, acrescentando que renunciaria em caso de derrota.
A premiê assumiu o cargo em 21 de outubro de 2025 e representa a ala nacionalista do PLD. Antes disso, havia sido derrotada em disputas internas pela liderança do partido em 2021, contra Fumio Kishida, e em 2024, contra Shigeru Ishiba.
Ela é a 1ª mulher a ocupar o posto. Seu partido governa o Japão de forma quase ininterrupta desde a década de 1950.
A oposição japonesa obteve apenas 113 cadeiras, uma redução de 125 em relação às eleições de 2024. O Komeito, antigo aliado do PLD, rompeu com o governo, passou para a oposição e se uniu ao Partido Democrático Constitucional.
A aliança formou a Aliança da Reforma Centrista, que se torna o principal bloco oposicionista no Parlamento.
