Premiê do Japão aposta em Trump como principal articulador da paz global
Brasília, Terça, 30 de junho de 2026
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Premiê do Japão aposta em Trump como principal articulador da paz global

Declaração ocorre durante reunião bilateral em meio à crise no Oriente Médio

Foto: Official White House/ Daniel Torok

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Por Redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), recebeu nesta quinta-feira (19), na Casa Branca, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, em uma reunião marcada por declarações de apoio mútuo e discussões sobre a guerra no Oriente Médio. Durante o encontro, a líder japonesa afirmou acreditar que Trump é o único capaz de conduzir o cenário internacional rumo à paz.

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A fala ocorreu em meio à escalada de tensões envolvendo o Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial.

Mais cedo, Japão e países europeus divulgaram um comunicado conjunto sinalizando disposição para colaborar com a segurança da passagem marítima, ainda que sem detalhar medidas concretas.

Na reunião, Trump classificou a iniciativa como “apropriada”, após ter criticado aliados europeus por resistirem a pedidos anteriores de apoio militar. O republicano também reiterou que, apesar da pressão internacional, não pretende enviar tropas americanas para a região, indicando preferência por outras formas de atuação no conflito.

O encontro também abordou a possibilidade de maior envolvimento japonês nas ações coordenadas pelos Estados Unidos. O Japão é considerado um dos principais aliados estratégicos de Washington na Ásia e condenou tanto o bloqueio do estreito quanto os ataques iranianos a estruturas energéticas no Golfo Pérsico.

Durante a conversa, Trump afirmou ainda ter solicitado ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que evitasse um ataque ao campo de gás de South Pars, no sul do Irã — considerado o maior do mundo.

O presidente americano confirmou também que pretende solicitar ao Congresso dos EUA um pacote adicional de cerca de US$ 200 bilhões para financiar as ações no conflito. Mesmo com os impactos recentes no mercado global de energia, Trump minimizou os efeitos sobre o preço do petróleo e afirmou que a instabilidade deve ser temporária.

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