Denúncia aponta perseguição a opositores e falta de devido processo legal
Em entrevista a Claudio Dantas, no programa ALive desta quarta-feira (3) o ex-assessor de Alexandre de Moraes Eduardo Tagliaferro criticou a condução de processos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que os casos no gabinete de Moraes não seguem o rito tradicional do direito, mas partem de uma “condenação já programada”.
“O processo, como eu falei, ele não começa de uma forma tradicional, como a que eu aprendi, e acredito que todos que estudaram direito aprenderam. No caso de Moraes, ele já começa no final, ele já começa com uma condenação. E Moraes faz com que essa condenação, já programada por ele, vire um processo criminal, até chegar nesse ponto de ele só poder canetar”, declarou.
Segundo Tagliaferro, não existe imparcialidade nos julgamentos conduzidos por Moraes, independente de quem está sendo acusado no processo.
“Não existe um julgamento digno, não existe um julgamento correto e imparcial. E eu não tô falando de lado político, não, porque eu não tenho lado nem A e nem B. Eu tô falando do sistema judiciário”, afirmou.
Ele também disse que a prática atinge não apenas o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas qualquer pessoa que critique Moraes ou o Supremo.
“Isso não aconteceu só, como tá acontecendo no caso de Jair Messias Bolsonaro. Aconteceu em outros casos, em todos aqueles que foram perseguidos por Alexandre de Moraes. Sejam essas pessoas de direita, de centro, ou pessoas que simplesmente falaram contra o Supremo Tribunal Federal, ou, em especial, contra Alexandre de Moraes. Ele não suporta que falem contra ele, e as eleições”, disse.
Tagliaferro concluiu que, diante desse cenário, não há como confiar na lisura dos processos conduzidos pelo ministro.
“Não tem como a gente acreditar que todos os processos que estão em seu gabinete são processos justos, são processos totalmente parciais”, afirmou.
Assista ao programa:
