STF torna ré mulher que xingou Flávio Dino em avião
Brasília, Sexta, 05 de junho de 2026
Justiça

STF torna ré mulher que xingou Flávio Dino em avião

Flávio Dino acompanha Alexandre de Moraes e reforça maioria no STF para manter cumprimento de penas de Bolsonaro e aliados

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Enfermeira responderá por injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança do transporte aéreo

Por unanimidade, a Primeira Turma do STF recebeu a denúncia contra Maria Shirlei Piontkievicz, mulher que xingou Flávio Dino dentro de um avião em São Luís (MA). Ela virou ré por injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

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O relator do caso, Alexandre de Moraes, votou a favor de tornar Piontkievicz ré, sendo acompanhado por Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Flávio Dino se declarou impedido.

Em nota divulgada pela assessoria de Dino na época do episódio, em setembro do ano passado, o ministro do STF relatou que a passageira gritava que não respeita “essa espécie de gente” e que o avião “estava contaminado”. Ela também teria chamado o ministro de “lixo”.

Piontkievicz tentou avançar em direção ao assento do ministro e foi contida por um segurança, de acordo com a nota. “Ressalte-se que a passageira também gritava frases como ‘o Dino está aqui’, apontando para o ministro, em clara tentativa de incitar uma espécie de rebelião a bordo. A mulher somente cessou sua conduta após ser advertida pela Aeromoça Chefe de Cabine”, diz a nota.

O voo ia de São Luís até Brasília. Ao chegar à capital federal, Dino foi retirado do avião. A mulher, que é enfermeira e servidora do governo do Paraná, foi levada por agentes da Polícia Federal, prestou depoimento e foi liberada em seguida.

Em resposta à denúncia, a defesa de Piontkievicz alegou falta de “justa causa” para a ação penal contra a enfermeira. Os advogados afirmaram que não há prova mínima da materialidade ou da autoria, e que não houve dolo ou perigo concreto que caracterizasse risco à aeronave. A defesa pediu que ela respondesse apenas pelo crime de “injúria”.

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