STF mantém inquérito das fake news aberto
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF mantém inquérito das fake news aberto

Inquérito das fake news, aberto em 2019 no STF, continuará sem prazo para encerramento, segundo ministros da Corte
Foto: Agência Brasil

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Por Redação

Investigação criada em 2019 segue sob relatoria de Alexandre de Moraes

O inquérito das fake news, aberto em março de 2019 para apurar ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a seus ministros, continuará aberto por tempo indeterminado. Três ministros confirmaram a informação, sob reserva para o Estadão.

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Ministros próximos ao relator, Alexandre de Moraes, afirmam que a manutenção do inquérito garante um instrumento permanente para apurar novos ataques à Corte, às instituições e ao sistema democrático. Procurado, o ministro não se manifestou.

Desde a abertura, o inquérito foi desmembrado em outras investigações, incluindo apurações sobre estruturas digitais de disseminação de desinformação e ataques ao regime democrático. Entre os investigados estiveram blogueiros, empresários, políticos e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Como relator do inquérito original, Moraes também passou a conduzir investigações correlatas, incluindo os processos sobre os atos de 8 de janeiro de 2023 e a apuração da tentativa de golpe de Estado.

Antes das invasões às sedes dos Três Poderes, havia expectativa interna de encerramento do inquérito. Após os episódios em Brasília, a avaliação mudou.

Uma ala do STF defende o encerramento da investigação após a conclusão dos julgamentos da trama golpista. O então presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, manifestou, no passado, essa posição. Em entrevistas, afirmou que o inquérito foi “necessário e indispensável” no contexto de enfrentamento ao extremismo.

O inquérito é alvo de controvérsia desde a origem. Foi instaurado por decisão do então presidente do STF, Dias Toffoli, sem sorteio do relator e sem provocação da Procuradoria-Geral da República. O procedimento foi aberto sob sigilo, condição mantida até hoje.

Mesmo entre os ministros que defendem sua conclusão, há o entendimento de que o inquérito foi decisivo para dar resposta institucional à escalada de ataques contra a Corte nos últimos anos.

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