STF julga prisão de primo de Vorcaro em Operação
Brasília, Quinta, 16 de julho de 2026
Justiça

STF julga prisão de primo de Vorcaro em Operação

Segunda Turma analisa decisão de André Mendonça que manteve Felipe Cançado Vorcaro preso por suspeita de operar esquema financeiro investigado pela PF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou hoje (22) o julgamento que vai decidir se mantém a prisão preventiva de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e alvo central da Operação Compliance Zero.

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A análise será feita pela Segunda Turma do STF até o próximo dia 29 de maio. Os ministros avaliam a decisão do relator, André Mendonça, que converteu a prisão temporária de Felipe em preventiva.

Apontado pela Polícia Federal como um dos operadores financeiros do esquema investigado, Felipe Cançado Vorcaro foi preso no último dia 7 de maio durante a operação que apura supostas fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Master.

Além de Mendonça, participam do julgamento os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes. O relator será responsável pelo primeiro voto.

Segundo a investigação da PF, Felipe atuava diretamente na estrutura operacional e financeira do grupo investigado. Os investigadores afirmam que ele participava de movimentações financeiras, operações societárias e decisões estratégicas ligadas ao esquema apurado na Compliance Zero.

A Polícia Federal aponta Felipe como um dos responsáveis pela integração do núcleo financeiro investigado no caso Master. Sócio de 14 empresas, ele é tratado pelos investigadores como peça central da engrenagem operacional do esquema.

Felipe Cançado Vorcaro também é filho de Oscar Vorcaro, diretor da BRGD S.A., empresa apontada pela investigação como origem primária dos recursos considerados ilícitos pela PF.

As apurações indicam que o grupo investigado utilizava estruturas empresariais e movimentações financeiras para operacionalizar supostas fraudes ligadas ao sistema financeiro.

A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, manipulação financeira e irregularidades envolvendo empresas ligadas ao Banco Master e operadores associados ao grupo.

A defesa dos investigados nega irregularidades.

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