Agora: Advogado Juca deixa defesa de Vorcaro
Brasília, Terça, 07 de julho de 2026
Justiça

Agora: Advogado Juca deixa defesa de Vorcaro

Doutor Juca é dono de um currículo com diversos acordos de delação premiada em casos de grande repercussão

Advogado deixa defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Juca, advogado de Daniel Vorcaro Foto: Divulgação

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro. O criminalista tem afirmado para a imprensa que a decisão ocorreu “de comum acordo”. A informação foi confirmada pela equipe deste site.

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A mudança ocorre em meio ao avanço das negociações entre a defesa de Vorcaro e a Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidiu manter as tratativas mesmo após a recusa formal da PF.

Nos bastidores, investigadores avaliam que a proposta apresentada pelo banqueiro não trouxe fatos inéditos nem detalhou informações consideradas essenciais para o avanço das apurações. A Polícia Federal também apontou omissões relevantes no material entregue pela defesa.

Especialista em acordos de colaboração premiada, Juca assumiu a defesa de Vorcaro em março deste ano. O advogado atuou em delações de grande repercussão nacional, incluindo acordos ligados à Operação Lava Jato, como o do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS.

Apesar da saída de José Luis Oliveira Lima, o advogado Sérgio Leonardo permanece na defesa do ex-banqueiro nas negociações envolvendo a possível colaboração premiada.

Interlocutores ligados ao caso afirmam que Daniel Vorcaro estaria disposto a ampliar o alcance da delação após o desgaste provocado pela prisão preventiva e pela pressão das investigações. Segundo relatos obtidos por veículos de imprensa, o banqueiro já teria deixado de lado a estratégia inicial de blindagem de aliados políticos e empresariais.

A Procuradoria-Geral da República ainda negocia os termos de uma eventual colaboração, mas integrantes da PF avaliam que um acordo homologado nas condições atuais enfrentaria forte resistência dentro da própria investigação e poderia ter dificuldades para ser validado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, após nova fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de fraudes no Sistema Financeiro Nacional, incluindo emissão de títulos de crédito falsos, gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal estima que o esquema investigado teria movimentado cerca de R$ 40 bilhões. Segundo os investigadores, o patrimônio do grupo teria sido inflado artificialmente por meio de operações financeiras fraudulentas.

Além de Daniel Vorcaro, também permanecem presos o pai dele, Henrique Vorcaro; o primo, Felipe Cançado Vorcaro; e o cunhado, Fabiano Zettel, apontados pela PF como integrantes do núcleo financeiro investigado.

Nesta semana, a defesa do banqueiro também pediu ao ministro André Mendonça a transferência de Vorcaro da carceragem da Superintendência da PF no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda.

Os advogados alegaram que as condições atuais da custódia não seriam adequadas para a permanência do empresário durante o andamento das negociações e do processo.

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