STF julga militares acusados de questionar urnas nas eleições de 2022
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF julga militares acusados de questionar urnas nas eleições de 2022

Supremo volta a julgar grupo de militares acusado de espalhar críticas e informações falsas sobre o sistema eleitoral
Supremo volta a julgar grupo de militares acusado de espalhar críticas e informações falsas sobre o sistema eleitoral Foto: Gustavo Moreno/STF

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Por Redação

Primeira Turma retoma nesta terça (21), o julgamento do chamado “Núcleo 4”, formado por militares e civis

O Supremo Tribunal Federal retoma nesta terça-feira (21) o julgamento do grupo apontado como responsável por divulgar críticas e informações falsas sobre o sistema eletrônico de votação após o pleito de 2022.

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O caso envolve o chamado “Núcleo 4”, composto quase todo por militares.

A sessão da Primeira Turma começa às 9h, com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, devem se manifestar os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu início ao julgamento dos réus do Núcleo 4 da trama golpista
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu início ao julgamento dos réus do Núcleo 4 da trama golpista

A expectativa no tribunal é de que o julgamento seja concluído ainda nesta terça-feira (21), com a definição do mérito e das penas, caso os réus sejam condenados.

A Procuradoria-Geral da República sustenta que o grupo teria atuado na propagação de “notícias falsas” e em “ataques virtuais” a autoridades e instituições.

Os sete réus são:

Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva;

Ângelo Martins Denicoli, major da reserva;

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal;

Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente;

Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel;

Marcelo Araújo Bormevet, policial federal;

Reginaldo Vieira de Abreu, coronel.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação de todos, afirmando que as ações do grupo contribuíram para fomentar ataques virtuais e desinformação sobre o processo eleitoral.

“As campanhas promovidas pelos acusados, essenciais para o levante popular contra as instituições democráticas, encontram-se confirmadas pelas provas dos autos”, afirmou Gonet.

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