STF forma maioria para condenar mecânico a 17 anos por atos de 8 de janeiro - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF forma maioria para condenar mecânico a 17 anos por atos de 8 de janeiro

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Fábio teria sentado em uma cadeira de ministro e insultado Alexandre de Moraes

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira (1º) para condenar o mecânico Fábio Alexandre de Oliveira a 17 anos de prisão pelos crimes cometidos nos atos de 8 de janeiro.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Fábio, de 45 anos, morador de Penápolis (SP), foi filmado sentado em uma cadeira de ministro do STF enquanto insultava Alexandre de Moraes. No vídeo, ele aparece dizendo: “Cadeira do Xandão aqui. Aqui, ó vagabundo. É o povo que manda nessa p…a, ca…lho”.

O relator do caso, Moraes, votou pela condenação por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada. Além da pena de 17 anos, ele propôs que Oliveira pague, de forma solidária com outros réus, R$ 30 milhões em danos morais coletivos.

“É extremamente grave a conduta de participar da operacionalização de concerto criminoso voltado a aniquilar os pilares essenciais do estado democrático de direito, mediante violência e danos gravíssimos ao patrimônio público”, afirmou Moraes.

Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin também votaram pela condenação. Zanin, no entanto, sugeriu pena menor, de 15 anos. O julgamento, iniciado no plenário virtual no fim de junho, segue até 5 de agosto, caso não haja pedido de vista ou destaque.

Durante o processo, a defesa pediu absolvição, alegando falta de provas e argumentando que vídeos e mensagens não comprovariam adesão a crimes contra o Estado Democrático de Direito. Os advogados afirmaram que Oliveira apenas exerceu seu direito de liberdade de expressão.

Em depoimento, o mecânico reconheceu ter se sentado na cadeira do STF, mas disse que o ato foi uma “brincadeira” e que não sabia que as imagens estavam sendo transmitidas ao vivo em redes sociais. Ele afirmou ainda que o vídeo teria sido feito apenas como “lembrança”.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade