Nikolas lança campanha nas redes pelo impeachment de Moraes - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Nikolas lança campanha nas redes pelo impeachment de Moraes

Nikolas Ferreira ameaças

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Deputado já reúne apoio de 34 senadores

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou nesta sexta-feira (1º) uma campanha nas redes sociais em defesa do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A petição divulgada pelo parlamentar já conta com o apoio de 34 dos 81 senadores.

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Nikolas comemorou publicamente o novo apoio do senador Carlos Viana (Podemos-MG). “Parabéns ao senador Carlos Viana, de Minas Gerais, que acaba de externar publicamente apoio ao impeachment de Alexandre de Moraes. O Brasil precisa de equilíbrio e respeito à Constituição”, escreveu o deputado em publicação no X.

Nikolas também escreveu: “Acompanhe a posição de cada um: https://votossenadores.com.br” que é o site que mostra o placar nacional para impeachment de Moraes.

Na quarta-feira (27), o parlamentar protocolou novo pedido de impeachment contra Moraes. No documento, acusa o ministro de praticar atos que violam direitos e garantias fundamentais. Também cita inquéritos ilegais, ativismo judicial, censura e perseguição.

A atual legislatura já acumula 26 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Do total, 13 são direcionados especificamente a Moraes. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não se manifestou sobre o andamento das propostas.

Segundo a Lei do Impeachment, o processo começa com a apresentação do pedido à presidência do Senado, que avalia se os requisitos legais estão atendidos. Caso aceite a denúncia, Alcolumbre deve encaminhá-la à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que notifica o ministro e concede prazo de 10 dias para apresentação de defesa.

A CCJ então vota um parecer sobre a denúncia. Se aprovado, o processo segue ao plenário do Senado. Com maioria simples, os senadores podem autorizar a abertura do julgamento e afastar o ministro do cargo. Para que a cassação seja efetivada, são necessários 54 votos favoráveis, o equivalente a dois terços da Casa. O julgamento é conduzido com participação do presidente do STF.

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