Rubem Abdalla e Eloisa da Costa são investigados por movimentar cerca de R$ 1 milhão para sustentar o local
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu para o período de 21 de novembro a 1º de dezembro, em plenário virtual, o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Rubem Abdalla Barroso Júnior e Eloisa da Costa Leite.
O casal é acusado de arrecadar e movimentar mais de R$ 1 milhão para sustentar o acampamento golpista instalado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, no final de 2022, após as eleições.
Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o casal forneceu “suporte material e moral” para os atos do dia 8 de janeiro de 2023.
De novembro de 2022 a janeiro de 2023, Eloisa teria recebido cerca de R$ 1 milhão via Pix e transferido R$ 738 mil para outras contas, valores que teriam sido usados para comprar mantimentos como arroz, feijão, carne e sucos.
Rubem Abdalla, proprietário da chamada “Barraca do Abdalla”, oferecia refeições gratuitas aos manifestantes e, segundo a PGR, utilizou a chave Pix da esposa para receber doações e manter a estrutura do acampamento.
Após os ataques aos três poderes, ele realizou 17 saques fracionados, totalizando R$ 19,3 mil, o que, para a procuradoria, indica tentativa de burlar limites regulatórios.
As investigações apontam ainda que Abdalla chegou a incentivar a ida de manifestantes a Brasília em transmissões ao vivo, convocando “seus guerreiros” e sugerindo que empresários e o agronegócio contribuíssem para a mobilização.
O casal não possui advogados constituídos no processo e foi notificado por edital, sem apresentar defesa prévia. O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
