A ação penal envolvendo um dos núcleos da suposta trama golpista de 2022 avançará para uma nova fase no STF a partir da próxima semana. Os sete acusados do “núcleo 4”, que, segundo a PGR)foi responsável por operações estratégicas de desinformação, serão ouvidos no dia 24 de julho, pela manhã.
A intimação dos advogados para o novo ato processual foi realizada nesta quarta-feira (16), após a conclusão das audiências das testemunhas de defesa. Os integrantes desse grupo são acusados de propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e de realizar ataques virtuais a instituições e autoridades que ameaçavam os interesses do grupo.
A PGR afirma que “todos estavam cientes do plano maior da organização e da eficácia de suas ações para a promoção de instabilidade social e consumação da ruptura institucional”.
O núcleo 4 é composto por:
- Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército;
- Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;
- Carlos César Moretzsohn Rocha, engenheiro e presidente do Instituto Voto Legal;
- Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército;
- Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército;
- Marcelo Araújo Bormevet, agente da Polícia Federal e ex-membro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Reginaldo Vieira de Abreu, coronel da reserva do Exército.
Eles respondem pelos crimes de:
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito: pena varia de 4 a 8 anos de prisão.
- Golpe de Estado: pena de 4 a 12 anos.
- Organização criminosa: pena de 3 a 8 anos.
- Dano qualificado: pena de seis meses a três anos.
- Deterioração de patrimônio tombado: pena de um a três anos.
Se condenados, os réus podem ser receber sentenças de 12 a 34 anos de prisão.
