STF marca para 28 de abril julgamento que pode tornar Malafaia réu
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF marca para 28 de abril julgamento que pode tornar Malafaia réu

Caso envolve declarações contra generais durante ato em 2023

Malafaia acusa Moraes de perseguição religiosa e política
Foto: Reprodução

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Por Redação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 28 de abril o julgamento que decidirá se torna ou não o pastor Silas Malafaia réu por “injúria” e “calúnia” contra o comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva.

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O caso tramitava no plenário virtual, mas, em 11 de março, o ministro Cristiano Zanin pediu destaque, o que levou à transferência do julgamento para o plenário físico do Supremo.

Relator do processo, Alexandre de Moraes já votou pelo recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Também integram a Primeira Turma da Corte, além de Moraes e Zanin, os ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia.

A denúncia foi apresentada pela PGR em 18 de dezembro do ano passado. Segundo o órgão de Paulo Gonet, Malafaia cometeu os crimes durante discurso em uma manifestação na Avenida Paulista, em 6 de abril do ano passado.

“Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes”, disse o pastor na ocasião.

“Na mesma oportunidade”, de acordo com a PGR, “o denunciado também caluniou os oficiais-generais, imputando-lhes falsamente fato definido como crime militar de cobardia e/ou prevaricação, ao afirmar: ‘Cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem‘, no contexto de insatisfação com a prisão preventiva do General Walter Souza Braga Netto, processado e condenado nos autos da Ação Penal 2668/DF [do golpe de Estado]”.

Ainda de acordo com o órgão, “as falas ofensivas, após serem proferidas perante milhares de pessoas, foram também compartilhadas no perfil da rede social Instagram do denunciado, com a legenda: ‘Minha fala contra os generais covardes do alto comando, não contra o glorioso Exército Brasileiro’”.

Segundo a PGR, “a postagem atingiu mais de trezentas mil visualizações”: “É evidente o propósito do denunciado de constranger e ofender publicamente os oficiais-generais do Exército, entre eles o Comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, em decorrência do exercício dos cargos ocupados”.

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