Em meio a briga, começa oitiva de ex-presidente do INSS
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Em meio a briga, começa oitiva de ex-presidente do INSS afastado por escândalo

Alessandro Stefanuttona CPMI do INSS. Foto: Agência Senado
Alessandro Stefanuttona CPMI. Foto: Agência Senado

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Por Taís Hirschmann

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ouviu, na tarde desta segunda-feira (13), o ex-presidente da autarquia Alessandro Antonio Stefanutto.

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O relator da CPMI do INSS, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), e Stefanutto bateram boca e apontaram o dedo um ao outro durante a oitiva do ex-servidor, levando a suspensão da sessão por alguns minutos.

“Eu tô acostumado com Valentia de investigado. Depois, quando caminha para o cárcere, fica calmo. Não sei se vai ser o caso desse depoente. Eu sei é que ele era o presidente do INSS e lá estava instalado uma organização criminosa. O que eu quero saber é se ele era o chefe da organização criminosa ou agiu com a missão, é simples assim”, disse o relator.

Stefanuto ficou no cargo entre julho de 2023 e abril de 2025, quando sua permanência se tornou insustentável após ser alvo de busca e apreensão.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu, nesta segunda-feira (13), um habeas corpus a Stefanutto, garantindo-lhe o direito de permanecer em silêncio durante o depoimento.

Stefanutto foi afastado do cargo, por decisão da Justiça, assim que a CGU (Controladoria-Geral da União) e a PF (Polícia Federal) deflagraram operação contra um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. Em seguida, ele foi demitido.

Durante operação em abril deste ano, agentes cumpriram busca e apreensão contra Stefanutto em seu apartamento, em Brasília, e na sua sala na sede do INSS.

A investigação da PF aponta que ele foi omisso ao deixar descontos ilegais contra aposentados ocorrerem durante sua gestão por meio de associações. Ele nega ter “adotado qualquer conduta que colocasse em risco os segurados do INSS”.

Segundo a PF, entidades que representavam aposentados e pensionistas descontaram irregularmente parte de mensalidades associativas aplicadas sobre benefícios previdenciários.

As entidades cobraram de aposentados e pensionistas o valor estimado de R$ 6,3 bilhões, no período entre 2019 e 2024, pelos cálculos dos investigadores.

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