Líder do PL afirma que Bolsonaro será incluído na anistia caso seja condenado
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, afirmou que o partido já conta com 264 assinaturas para avançar no projeto de anistia e que o objetivo é superar a marca de 257 votos. “Na verdade, eu quero mostrar que a gente tem capacidade de superar esse número. E para isso, eu estou fazendo contato com os líderes para ir mapeando partido a partido”, disse.
Sóstenes destacou que o relator só será definido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas apontou nomes que circulam nas conversas. “O Rodrigo Valadares sempre foi um relator que nos agrada, e é de partido de centro. Acho que é um dos nomes que será colocado. O presidente saberá escolher o melhor nome. Acho que o Luizinho do Progressista também é um bom nome”, afirmou.
Questionado se o texto em discussão será alterado, respondeu que a base deve ser a minuta já apresentada. “Para o nosso interesse, é aquele texto. Nós não temos nem muita margem de negociação. É aquilo ali mesmo”, declarou.
Sobre a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o líder reiterou que a anistia não será personalizada. “Primeiro que anistia é para fatos e datas. Não são para pessoas. As pessoas serão anistiadas após sua condenação. E pelos prazos que nós estamos vendo, o presidente Bolsonaro, a essa altura, já estará condenado. E estando condenado, anistia para ele também. É simples assim”, afirmou.
O deputado reconheceu resistência de parte do Centrão, mas disse que os questionamentos não se referem diretamente a Bolsonaro. “Alguns deles, nem todos, é a menor parte, sobre elegibilidade do presidente Bolsonaro. Não é com relação a ele ou não. Até porque nós não vamos tratar anistia como pessoas e sim pelos fatos. Então o questionamento é outro. É só sobre elegibilidade”, explicou.
Sóstenes criticou a possibilidade de judicialização no Supremo. “ É inconstitucional o quê? A anistia virou inconstitucional? (…) A elegibilidade não é inconstitucional, porque nem o STF pode falar sobre isso, porque isso é uma questão de tribunal superior eleitoral. O STF está fora. Mas se passar por institucionalidade, pode acabar no STF. É neste país que o STF manda em tudo, tudo é possível. Você tem razão”, concluiu.
