O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou nesta segunda-feira (21) que o partido pretende manter o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no cargo até o fim da legislatura, mesmo que ele continue morando no exterior após o término de sua licença.
“Até o dia 4 [de agosto], não há faltas por conta do recesso. Depois disso, ele pode se ausentar. Estamos buscando soluções para que Eduardo continue exercendo o mandato até o final”, disse Sóstenes.
Ele apresentou um projeto para alterar o regimento interno da Casa e permitir a prorrogação da licença parlamentar de 120 dias por mais 120, totalizando cerca de oito meses.
A proposta de Sóstenes permite a renovação, uma única vez por sessão legislativa, da licença não remunerada por “interesse particular”, estendendo o período total de afastamento para até 240 dias no ano. O deputado argumenta que servidores públicos podem tirar até três anos de licença não remunerada e que a mudança busca dar tratamento isonômico aos parlamentares.
A declaração surge em meio a críticas internas sobre a ausência de Eduardo no país, especialmente após o recente tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Sóstenes, no entanto, minimizou os atritos.
“Teve ruído, sim. Ele e o governador Tarcísio [de Freitas, de São Paulo] se estranharam, mas isso já está superado. Zero estresse. Estamos solidários e gratos pelo trabalho que ele tem desempenhado. O tarifaço não foi ele que pediu, foi uma decisão de Trump. O que ele solicitou foi a suspensão dos vistos e outras medidas que agora começam a aparecer”, afirmou.
Mesmo com o recesso parlamentar, a bancada do PL se reúne nesta segunda-feira para discutir as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que passou a usar tornozeleira eletrônica na semana passada por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Eduardo Bolsonaro deve participar do encontro por videoconferência.
