Parlamentares do PL, do PP e do Novo decidiram não entrar em recesso e desembarcam hoje em Brasília para uma reunião de alinhamento. O objetivo é reagir à decisão do Supremo Tribunal Federal que impôs medidas cautelares a Jair Bolsonaro, inviabilizando sua atividade política.
No fim de semana, o ex-presidente conversou com o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, com o senador Ciro Nogueira (PP), e o pastor Silas Malafaia. Ficou decidido que a bancada bolsonarista manterá a atividade, apesar do recesso.
À tarde, Bolsonaro vai ao Congresso, onde deve conceder uma entrevista coletiva ao lado de seus aliados. Na sexta-feira, líderes da oposição chegaram a pedir a interrupção do recesso parlamentar, mas Davi Alcolumbre negou a possibilidade.
“Vamos receber ao menos 47 parlamentares. À tarde, vamos fazer uma coletiva, que contará com a presença de Bolsonaro. Queremos manter as atividades das Comissões de Relações Exteriores e Segurança da Câmara. Não há nada no regimento que proíba reuniões temáticas. É importante lembrar que estamos em recesso informal, já que não votamos a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Se nos impedirem de nos reunirmos no plenário, alugamos uma caixa de som e faremos um ato público”, disse Sóstenes.
Monitorado 24 horas por tornozeleira eletrônica, Bolsonaro está proibido de usar redes sociais e de se comunicar com o filho Eduardo ou com diplomatas. Não pode se aproximar de embaixadas e precisa cumprir recolhimento noturno diário. Também está proibido de deixar Brasília.