Líder do PL cobra mais recursos para forças de segurança e critica disputa sobre bens apreendidos
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu nesta quinta-feira (13) um endurecimento da legislação penal e o reforço do financiamento das forças de segurança como resposta ao avanço do crime organizado no país.
Em declaração a jornalistas, ele afirmou que Câmara e Senado devem aprovar medidas “duras” para conter organizações criminosas e ampliar a capacidade do Estado de enfrentamento.
Segundo o líder, o Congresso tem responsabilidade direta em criar instrumentos mais eficazes para que grupos criminosos “retrocedam e parem de aterrorizar a vida dos brasileiros”.
Sóstenes destacou que, além de penas mais rígidas, é preciso destravar a discussão sobre a destinação de bens apreendidos em operações policiais, tema que divide parlamentares da base governista e da oposição.
“O debate sobre os bens não pode ser isolado. Todas as polícias — Federal, estaduais e até guardas municipais de grandes capitais, precisam ter seus caixas reforçados. Segurança pública se faz com recursos. O crime organizado tem muito dinheiro. O Estado, não”, afirmou.
O deputado argumentou que a falta de investimento limita a capacidade de atuação das forças de segurança, desde tecnologia e armamentos até remuneração adequada de policiais.
Para ele, guardas municipais em grandes centros também deveriam ser incorporadas de forma mais estruturada às políticas de segurança pública.
Sóstenes informou ainda que participará, na segunda-feira (17), de uma reunião com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no Palácio Guanabara, onde será apresentado o programa “Barricada Zero”.
O objetivo, segundo o líder do PL, é discutir sugestões de texto para serem levadas ao relator do projeto de lei em debate.
Embora represente o Rio, o deputado ressaltou que a crise de segurança pública não se restringe ao estado. Ele citou dados que apontam que 80 das 100 cidades com maiores índices de homicídios por mil habitantes estão no Nordeste.
“Esse é um problema crônico do país. Precisamos ter responsabilidade para dar uma resposta firme, para que o crime recue e o Estado avance”, concluiu.
