Reunião da Sintonia dos 14 “sentenciou” Ruy Ferraz
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

“Sintonia dos 14”, o alto comando do PCC, sentenciou Ruy Ferraz em 2019

Ruy Ferraz Fontes. Foto: Prefeitura de Praia Grande/Divulgação.
Ruy Ferraz Fontes. Foto: Prefeitura de Praia Grande/Divulgação.

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Por Redação

Documento apreendido citou o ex-delegado-geral como alvo

Uma reunião da cúpula do PCC realizada em 10 de março de 2019, na zona leste de São Paulo, discutiu ordens para atacar autoridades e “sentenciou” o então delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes. A linha de investigação conduzida pelo DHPP aponta que o encontro envolveu lideranças conhecidas como “sintonias” e pode ter relação com a execução do ex-chefe de polícia em 15 de setembro de 2025, na Praia Grande (SP).

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Segundo os apurações, a articulação foi organizada por Nailton Vasconcelos Martins, o “Irmão Molejo”, integrante do chamado Bonde dos 14, espécie de conselho regional da facção na zona leste. A ordem teria partido de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e sido repassada por Décio Gouveia Luiz, o “Decinho”. A defesa de Marcola nega envolvimento.

Em 12 de junho de 2019, a polícia prendeu em flagrante Sandro de Cássio, o “Gardenal”, e apreendeu uma carta manuscrita com diretrizes para atacar autoridades. O documento listou alvos e responsáveis, trazendo Ruy Ferraz como “missão” a ser executada por cinco integrantes. O texto advertia que o descumprimento seria cobrado “pagando com a própria vida”.

Polícia investiga outras hipóteses relacionadas ao crime

Ruy Ferraz foi perseguido e morto a tiros na segunda-feira (15). Além da hipótese de retaliação do PCC, a investigação também analisa possíveis desavenças locais ligadas ao cargo que ele ocupava como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande.

O ex-delegado-geral era alvo da facção desde o início dos anos 2000, quando participou de ações que resultaram na transferência de líderes do grupo para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Em 2019, durante a gestão estadual de João Doria, ele chefiou a Polícia Civil paulista.

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