Sindicato propõe ajustes na PEC da autonomia do Banco Central Sinal propõe mudanças na PEC que amplia autonomia do Banco Central, incluindo concursos, salários e orçamento próprio, sem alterar natureza jurídica da autoridade monetária.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Sindicato propõe ajustes na PEC da autonomia do Banco Central

Inflação projetada para 2025 recua, mas ainda supera meta oficial, refletindo desconfiança do mercado com a política fiscal do governo Lula.
Inflação projetada para 2025 recua, mas ainda supera meta oficial. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Por Redação

Propostas incluem autonomia para concursos, provimento de cargos e reserva técnica contábil

O Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) anunciou propostas de alterações na PEC que trata da ampliação da autonomia da autoridade monetária. Entre as mudanças sugeridas estão a liberdade para realizar concursos públicos, convocar aprovados e conceder aumentos salariais, além de autonomia orçamentária, nos moldes do TCU (Tribunal de Contas da União), sem transformar o BC em pessoa jurídica de direito privado.

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A PEC, atualmente em análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, sob relatoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM), já enfrenta debates sobre a possibilidade de contratação direta de servidores, defendida pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Lula.

O sindicato alerta que a mudança de natureza jurídica prevista na PEC, que transformaria o BC em empresa pública com personalidade de direito privado, poderia ameaçar a independência e a credibilidade da autoridade monetária.

“A mudança traria mais problemas do que soluções e colocaria em risco a estabilidade do sistema financeiro e a proteção do interesse público”, afirmou o Sinal.

Entre as propostas apresentadas pelo sindicato estão:
• Autonomia orçamentária: permitir ao BC definir e executar seu próprio orçamento, com aprovação do CMN, garantindo controle e transparência;
• Reserva técnica contábil: criar fundo para investimentos, modernização e incentivos, usando recursos próprios;
• Autonomia para concursos públicos: realizar concursos com critérios legais objetivos, permitindo recomposição e modernização do quadro funcional;
• Provimento de cargos: permitir ao presidente do BC decidir diretamente sobre concursos e contratações, garantindo agilidade similar a carreiras estratégicas como Polícia Federal e diplomacia.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a posição do governo em 3 de setembro, afirmando que “não faz sentido” alterar o regime jurídico do Banco Central.

“Não vamos fazer dessa pauta institucional uma pauta corporativa”, disse.

A proposta do Sinal busca conciliar autonomia funcional e financeira do Banco Central com a manutenção do controle institucional, evitando impactos sobre a credibilidade da autoridade monetária e a estabilidade do sistema financeiro.

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