O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, confirmou que deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado por Pernambuco nas eleições de 2026. A candidatura será pelo Republicanos.
Silvio afirmou que a descompatibilização ocorrerá próximo ao prazo máximo previsto na legislação eleitoral, em abril. Segundo ele, a decisão segue o calendário legal e permitirá dedicação integral à campanha.
“Estou trabalhando muito para cada vez mais consolidar a nossa candidatura ao Senado. Me sinto pronto e preparado para representar Pernambuco no Senado Federal”, declarou, em nota.
No mesmo comunicado, o ministro citou sua trajetória política, com passagens pela Câmara Municipal do Recife, Assembleia Legislativa, governo estadual, Câmara dos Deputados e, atualmente, pelo Executivo federal. “Por tudo isso, me sinto pronto para representar Pernambuco no Senado Federal”, afirmou.
Silvio também disse que seguirá atuando ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até a saída do cargo. No texto, afirmou estar “preparado” para continuar colaborando com o governo federal em benefício de Pernambuco e do país.
Em evento recente de balanço do ministério, o ministro reiterou que permanecerá no cargo até a descompatibilização e prometeu entregas nos próximos meses. “A gente vai trabalhar muito esses próximos três meses aqui para fazer as entregas que o Brasil precisa”, disse.
Questionado sobre sua sucessão, Silvio afirmou que o tema será tratado internamente no partido e com o presidente da República. “Naturalmente, quem indica ministro é o presidente da República”, afirmou.
A saída de Silvio Costa Filho representará mais uma baixa na Esplanada dos Ministérios em 2026, com auxiliares de Lula deixando cargos para disputar eleições. A expectativa é de que outros ministros façam o mesmo até abril.
Disputa pelo Senado em Pernambuco
Em Pernambuco, o cenário projetado reúne ao menos quatro pré-candidatos para duas vagas ao Senado: Humberto Costa, Marília Arraes, Miguel Coelho e Silvio Costa Filho.
A definição de apoios deverá envolver diretamente o Palácio do Planalto e as alianças partidárias no estado.
