Documento exige reforma legal e critica permanência de diretor indiciado
A União Nacional dos Profissionais de Inteligência de Estado da ABIN (INTELIS) enviou um alerta ao Congresso Nacional nesta terça-feira (2) denunciando a degradação institucional da inteligência de Estado no Brasil.
Em um documento, a entidade cobra providências urgentes da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) e sinaliza riscos à segurança nacional diante do colapso da principal agência de inteligência do país.
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O texto detalha que servidores sem qualquer relação com a “ABIN paralela” foram expostos publicamente, o que comprometeu suas vidas e suas carreiras, sem que o governo tenha tomado qualquer medida para protegê-los. A INTELIS também denuncia que técnicas sensíveis de inteligência foram reveladas, como no caso da crise de Itaipu, violando protocolos fundamentais de segurança nacional.
A ABIN opera atualmente com o menor orçamento de sua história e enfrenta um déficit grave de pessoal, com 80% dos cargos vagos, além de não haver concurso público há oito anos. Além disso, a atividade de inteligência segue sem regulamentação legal, o que enfraquece ainda mais sua atuação institucional.
No manifesto, a entidade lança questionamentos diretos ao Congresso: “A quem interessa enfraquecer a inteligência de Estado?”, “Por que manter um diretor-geral indiciado à frente da ABIN?” e “Quais medidas a Casa Civil propõe para reconstruir a credibilidade da agência?”.
A carta pública finaliza com um apelo à defesa da inteligência de Estado, propondo dois passos imediatos: a reforma do marco legal da ABIN e a convocação do ministro da Casa Civil.
