O diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Marco Cepik, pediu demissão nesta segunda-feira (10). Oficialmente, alegou “motivos pessoais” para deixar o cargo.
A saída ocorre no momento em que a Abin ainda enfrenta os desdobramentos da operação da Polícia Federal que expôs a existência de uma suposta “Abin paralela” durante o governo Bolsonaro, mas que vem gerando desconforto no atual governo. Cepik havia assumido a diretoria-adjunta após a demissão de Alessandro Moretti, número 2 da agência afastado por Lula em meio às investigações.
A vaga será ocupada por Rodrigo de Aquino, atual secretário de Planejamento e Gestão da Abin. A transição está prevista para ser concluída em março. Aquino tem passagem por áreas estratégicas do órgão, incluindo o comando dos Departamentos de Contraterrorismo e Ilícitos Transnacionais.
Cepik permaneceu pouco mais de um ano no cargo. Ele havia sido escolhido por Lula como um nome técnico, após a crise envolvendo a cúpula anterior da Abin.
