Flávio Bolsonaro, Magno Malta, Eduardo Girão e Damares Alves estavama na comitiva
Uma comitiva de senadores desembarcou em Roma hoje (19) para visitar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), detida no Complexo Penitenciário de Rebibbia desde julho. Participaram Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF).
Os parlamentares afirmaram que a viagem teve caráter de solidariedade e destacaram que não houve uso de recursos do Senado para custear passagens e hospedagem. A visita foi acompanhada pelos advogados italianos Piermilio Sammarco e Giuseppe Bellomo, além dos brasileiros Fabio e Pedro Pagnozzi.
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto. Em agosto, já presa na Itália, recebeu nova condenação por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. O processo de extradição segue em análise no Judiciário italiano, que decidiu mantê-la sob custódia.
Além da visita, Flávio Bolsonaro e Magno Malta participam em Roma do evento “Brasil — Democracia ou Ditadura?”, que reúne grupos conservadores da Europa. O encontro inclui debates e participações remotas de Allan dos Santos, Paulo Figueiredo e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A senadora Damares disse temer pela segurança da deputada. “Quem conhece o sistema prisional sabe que muitas pessoas juntas têm conflitos, problemas, brigas. É num conflito desse que a gente teme pela vida de Carla, ela tem uma saúde vulnerável”, disse ao Uol.
O marido da parlamentar, coronel Aginaldo, também esteve no presídio:
“Essa visita mostra que Carla Zambelli não foi abandonada e continua com o prestígio que sempre teve. Tanto é que temos aqui quatro senadores da República visitando-a”, afirmou.
Ele classificou a detenção como injusta:
“O que está sendo cometido aqui é uma injustiça. Carla está presa há mais de dois meses.”
A visita seguiu durante a tarde, e os senadores devem se pronunciar após a saída do presídio.
“Faço um apelo ao ministro da Justiça italiano que, assim como o presidente Bolsonaro atendeu a um pleito da nação italiana devolvendo o terrorista Cesare Battisti para a Itália, nós aqui fazemos um pedido: deixe a Carla em prisão domiciliar aqui na Itália, porque no Brasil ela vai ser ainda mais perseguida e vai ter os seus direitos humanos ainda mais violentados por aquele que é reconhecidamente um violador de direitos, algoz de brasileiros, Alexandre de Moraes”, afirmou Flávio Bolsonaro.
