Senado vota pacote anticrime de Flávio Bolsonaro hoje
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Senado vota pacote anticrime de Flávio Bolsonaro hoje

Senado vota pacote anticrime de Flávio Bolsonaro com penas mais rígidas para crimes violentos, uso de fuzis e roubo de cargas
Senado vota pacote anticrime de Flávio Bolsonaro com penas mais rígidas para crimes violentos, uso de fuzis e roubo de cargas. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Projeto propõe medidas mais duras contra o crime organizado e reincidentes

O Senado vota nesta terça-feira (7) o PL 4809/2024, conhecido como Pacote Anticrimes Violentos, elaborado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e formalizado pela  Comissão de Segurança Pública da Casa.

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A proposta reúne um conjunto de alterações legais sugeridas por profissionais da segurança pública do Rio de Janeiro e magistrados com atuação criminal. O objetivo é a acelerar a tramitação e unificar mudanças voltadas ao combate à impunidade e à redução da violência.

“Assim que entrar em vigor, este será o mais duro golpe contra o crime organizado em todo o país. Criminosos violentos, especialmente os que usam fuzis para manter o domínio territorial de suas facções, vão ficar muito mais tempo presos. E criminosos habituais, como ladrões de celulares, não serão mais soltos na audiência de custódia”, afirmou Flávio Bolsonaro.

Principais pontos do projeto de Flávio

  • Audiência de custódia: o juiz deverá considerar o histórico criminal do preso em flagrante, incluindo inquéritos, processos em curso e benefícios de liberdade provisória anteriores.
  • Uso de fuzis: criação de crime autônomo para o uso de arma de fogo de calibre restrito, com pena de 10 a 20 anos. O comércio internacional de fuzis passa a ter pena de 16 a 24 anos e será classificado como crime hediondo.
  • Roubo de cargas: cria crime específico com pena de 6 a 12 anos.
  • Homicídio: aumenta a pena mínima de 6 para 8 anos.
  • Extorsão: inclui agravante para casos que envolvam imposição de contratação de serviços ou compra de mercadorias.
  • Milícia privada: pena passa para 6 a 10 anos, com cumprimento inicial em regime fechado.
  • Progressão de regime: vedada para condenados que mantenham vínculos com organizações criminosas ou milícias.
  • Resistência qualificada: amplia o conceito para incluir o uso de barricadas, escudos humanos e fogo em obstáculos.
  • Receptação: pena aumentada de 1 a 4 anos para 2 a 6 anos.

O projeto será votado diretamente em plenário. Caso aprovado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

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