Senado italiano aprova restrição à cidadania por ancestralidade - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Senado italiano aprova restrição à cidadania por ancestralidade

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Por Redação

O Senado da Itália aprovou nesta quinta-feira (15) um decreto-lei que endurece as regras para o reconhecimento da cidadania italiana. A medida, que ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, recebeu 81 votos favoráveis e 37 contrários.

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O texto, originalmente proposto pela primeira-ministra Giorgia Meloni em março, limita o reconhecimento da cidadania apenas a descendentes de primeiro (pais) ou segundo grau (avós) que tenham ou tenham tido exclusivamente a cidadania italiana no momento da morte.

Até agora, o processo seguia o princípio do ius sanguinis (“direito de sangue”), permitindo que qualquer pessoa com um ancestral italiano nascido após a unificação do país em 17 de março de 1861 pudesse solicitar o reconhecimento.

O endurecimento das regras é defendido pelo governo como forma de evitar abusos.

Ser cidadão italiano é algo sério. Não é um jogo obter um passaporte que permita fazer compras em Miami”, disse o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, em março.

A empresa io.Gringo, especializada em processos de cidadania, destacou que a mudança restringe drasticamente os critérios para novos pedidos. Já o especialista Matheus Reis explicou à CNN que quem já deu início ao processo não será afetado caso a nova legislação seja aprovada pela Câmara e sancionada dentro do prazo, o decreto atual expira em 27 de maio.

A proposta ainda será analisada pelos deputados antes de se tornar lei em definitivo.

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